Como Não Quebrar em Treino de Corrida e Prova

 em Funcional

O que é quebrar no treino ou até mesmo em uma prova? Se nunca sentiu isso, tenho certeza que vai fazer parte da sua vida de corredor. 

É quando planejamos um treino ou um ritmo e simplesmente o corpo não consegue fazer, seja logo desde o início ou seja no meio, por diversos motivos e sobre isso que vamos conversar um pouco hoje. 

Motivos para quebrar:

  • O principal deles e clássico  é sair mais forte do que o planejado. Você se empolga no começo, porque seu corpo não sabe que tem mais pela frente e você acaba  nos primeiros tiros, minutos ou km forçando um pouco mais.. Mas com o passar do tempo / km seu corpo sente e não consegue manter ou até mesmo dá aquela travada – nem correr um pouco mais lento você consegue manter. 

Eu vejo muito isso nos treinos de tiro ou em provas longas, a pessoa se empolga só se esquece quem tem outros tiros ou muitos kms pela frente.

Pensa no seu corpo como um tanque – você tem sua reserva de energia, que seria seu combustível. Quando você sai muito mais rápido que seu corpo pode suportar é como se você esgotasse boa parte do combustível do seu tanque.. como o carro vai rodar sem gasolina? Ele falha, assim como seu corpo.

 

  • Outro motivo é quando você não se alimenta direito, não descansou ou não dormiu direito. Se você tem o hábito de comer antes do treino, por exemplo, troca o que está acostumado a ingerir  e o corpo sente. E pode ser alimentação do dia anterior, você enfia o pé na jaca e no outro dia quer fazer treino intenso, fica difícil né. rsrs…

 

  • Ou você troca horário de treino, está acostumado a treinar pela manhã e treina mais tarde ou à noite, corpo já está mais cansado do dia, do trabalho e não está habituado. Ou o inverso, corpo acostumado a correr final do dia, teve que acordar mais cedo e fazer pela manhã. E claro, tem aqueles dias que não descansamos, não dormimos direito.

 

Nós somos seres humanos e não máquinas, então tudo afeta. A questão para nós amadores é encontrarmos o equilíbrio, entender e respeitar nosso corpo. 

 

Mas tem aqueles dias que está tudo certo na sua rotina, você faz o que sempre fez e simplesmente o corpo não vai.. bom, tivemos exemplo nessa maratona de Londres 2020 que até o maior de todos os tempos – Kipchoge –  tem seus dias ruins, quem somos nós pobres mortais para não ter os nossos.

 

E quando você quebra o que fazer?

 

Entender que não adianta , por mais que você queira, não vai conseguir manter o ritmo. Se você conseguir manter um ritmo mais baixo, aceite isso e termine o treino planejado mais lento.  Mas se o corpo travou porque realmente você exagerou no início, é preferível ao invés de parar totalmente, você terminar sua km ou tempo de treino só rodando. Eu até às vezes até desligo o gps, só termino pra não ficar me cobrando com a velocidade.

 

E tem dias que já no aquecimento você percebe que está difícil, você acha que não vai dar.. começa a fazer e o treino sai. A gente pensa: “Vai entender, né?!” 

 

Mas tem dias que realmente não estamos em um bom dia, a gente sabe que não vai sair porque o corpo não está bem, a cabeça e tudo.. então só faz a rodagem, porque se você tem um planejamento a semana é pensada com um volume, não conseguiu fazer a intensidade, pelo menos faça o volume. 

 

Sempre falo que  base de tudo é se conhecer, saber escutar o seu corpo e saber a maneira que ele responde a várias situações – mesmo não tendo controle absoluto, pode simplesmente não ser o dia como falei anteriormente. Mas quanto mais nos conhecemos e estamos atentos, maiores as chances de dar certo. 

 

Duas coisas aqui são importantes: nossa mente cansa antes do nosso corpo, é difícil fazer um treino mais intenso, tirar nosso corpo da zona de conforto – por isso precisamos nos desafiar, muitas vezes mesmo no desconforto se concentrar, controlar corpo e mente para evoluir. E levamos essa força mental e física para os treinos, corrida e vida. 

 

E outro ponto é: ficar atento que se você percebe que não está em um bom dia e “aborta”o treino e só faz a rodagem, se fizer isso muitas vezes seguidas você cria um padrão, você se acostuma. Você treina seu corpo e mente que ” quando está difícil eu desisto” e para voltar e completar um treino de intensidade fica ainda mais difícil.

 

Então é se conhecer, perceber se está se auto-sabotando, só está desconfortável e queremos fugir disso ou se realmente quebrou, não está em um bom dia.

 

E isso que acho mais incrível na corrida, esse auto conhecimento que levamos para o esporte e para nossa vida. 

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